Paris inesquecível

Parece que foi ontem, mas já se passaram quase 4 anos. No dia 06 de dezembro de 2015, eu estava desembarcando em Paris para a minha lua de mel: um sonho que nunca vou esquecer e tenho certeza que minha esposa também não.

Foram apenas 6 dias e 5 noites, ainda assim, muito bem aproveitados. Como foi nossa primeira viagem internacional juntos, que ganhamos de presente de casamento, não foi possível fazer nenhum tipo de planejamento. O que fizemos mesmo foi dar uma “gugada” alguns dias antes da viagem. No geral, nosso conhecimento sobre Paris era tudo aquilo que era possível saber assistindo a algum filme.


Contudo, isso não foi problema para nós. Muito pelo contrario, a viagem foi magnifica, cheia de excelentes descobertas! Paris é muito charmosa , porém também bem pequena, o que tornou possível conhecer a maior parte dela utilizando um mapinha de mão e alguns momentos de caminhada. Tentarei descrever alguns desses momentos mais à frente. Boa leitura e boa viagem a todos!

Não me perguntem qual é a estação da foto abaixo, porque, sinceramente, não faço a menor ideia. Coloquei apenas para ilustrar o assunto. Como havia dito, Paris é uma cidade pequena e de muito fácil acesso, principalmente por metrô. Diferentemente do Brasil, em Paris o metrô é utilizado por todas as classes sociais, porque é barato, confortável e, principalmente, porque funciona.


Na época em que estive por lá se pagava um valor único semanal, que dava direito a andar no metrô sem limites em determinadas linhas no período contratado.

Você precisa apenas comprar um cartão magnético e carregá-lo com o valor correspondente. No nosso caso, adquirimos o “passe” de uma semana, o tempo que ficamos por lá. Apenas uma dica: não tente ser espertinho e usar o cartão do coleguinha. A regra é rígida: um cartão por pessoa, independentemente do valor que você tenha pago.

Há outras opções de transporte para se locomover em Paris, tais como carro, táxi, uber e ônibus. Todavia, o metrô, na minha opinião, é o meio de transporte com o melhor custo-beneficio. Coloquei uma foto dos cartões de acesso ao metrô, que eu trouxe como souvenirs.

Se você é como eu e pensa “tenho logo que ir na torre e tirar uma foto, poque não posso correr o risco de estar em Paris e perder a chance de conhecer a Torre Eiffel”, de antemão já posso te dizer: não se preocupe. É possível ver a torre e tirar lindas fotos dela da maioria dos lugares que for em Paris.

Não me entenda errado, não estou dizendo que não seja importante conhecer a Torre Eiffel. Além de ser o símbolo da cidade , vale muito a pena chegar bem pertinho dela e, se você estiver disposto a gastar dinheiro turistando por lá, a torre está entre os lugares mais importantes para se visitar. A vista de cima da torre é impagável!

E digo isso num dia nublado e com chuva, pois foi a realidade que encontrei quando estive por lá, mas, ainda assim, valeu muito a pena. Fiquei feliz em ficar na fila mesmo debaixo de chuva. Existem duas opções para chegar ao topo da torre: subir de elevador ou pagar um pouco menos e subir a pé. Vai depender do seu bolso e da sua disposição.

Sim, eu entrei na igreja tentando achar alguma referência, uma estátua pequena que fosse, do Quasímodo (Corcunda de Notre Dame), mas descobri da pior forma que ele nunca existiu, era apenas uma obra de ficção a qual eu recomendo muitíssimo: O corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo https://amzn.to/2EOCy38

Brincadeiras à parte, eu super recomendo conhecer a basílica de Notre Dame. Além de ser maravilhosa, a antiga igreja ( foi construída entre 1823 e 1829), é muito bonita, tanto por fora quanto por dentro.

Já ia me esquecendo, esse passeio é 0800. Isso mesmo, você não paga nada para entrar. Existe a possibilidade de conhecer a torre da igreja em horários reservados; nesse caso, se você tiver interesse em subir na torre,
terá que pagar uma taxa.

Não precisa ser religioso para valer a pena esse passeio. Pense apenas na beleza, no tamanho, e em como é possível a igreja ainda estar de pé após tantos anos. Se, por fim, eu ainda não te convenci, lembra do desenho da Disney, vai ser bem legal tirar algumas fotos. Coloquei apenas duas fotos, da parte da frente e de trás da basílica, mas a lateral da igreja também é maravilhosa, cheia de gárgulas! Pena que minhas fotos não ficaram boas.

Pensa num cara de sorte: de lua-de-mel em Paris e a esposa ainda pergunta se eu gostaria de conhecer o Moulin Rouge. Se não sabe o que é o Mouline Rouge, é melhor dá uma gugada urgente. Não vou perder tempo em explicar, apenas direi que é a mais famosa casa de show de Paris.

Se me lembro bem, são 60 mulheres dançando Cancan, entre outras danças e algumas apresentações mais modernas. Também tem 20 homens fazendo parte do show. Recomendo comprar o ingresso com bastante antecedência. Na época que eu fui, em dezembro de 2015, tinha 3 horários de apresentação: às 19, 21 e 23 horas, sendo que no horário das 19 horas está incluso um jantar. Claro que esse horário é bem mais caro que os outros.

Infelizmente, o Moulin Rouge não foi feito visando a todos os públicos. O valor da apresentação é super salgado! Eu optei pelo horário das 21hs, por duas razões, mas vou dizer só uma: era bem mais barato sem o jantar e ainda dava direito a uma garrafa de champanhe.

Vamos ao espetáculo: são, mais ou menos, uma hora e quarenta e cinco minutos de show, que começa com a apresentação musical de uma banda estilo clássica. Não é permitido tirar fotos dentro do teatro e é expressamente proibido tirar foto das dançarinas. Contudo, existe um fotógrafo da casa que tira uma foto sua e te vende, com moldura, caso você queira. Sim, essa foto é muito cara!

Preciso dizer que foi o que mais gostei de ter feito em Paris. Eu simplesmente amei! Na minha visão, foi um espetáculo de dança maravilhoso, mesclando com outras apresentações que me lembraram um pouco do Circo de Soleil. Tinha mulher dentro de tanque de água com cobra, muitos pôneis que aparecem “do nada” no palco, um mímico espetacular e incríveis shows de dança entre casais e também em conjunto.


Agora, na visão da minha esposa, foi apenas um show bastante demorado de cento e vinte seios balançando, sem magia alguma. Eu não posso expressar o quanto acho que ela estava enganada, porque não podia tirar fotos, que dirá filmar, mas acredito que seja possível encontrar no youtube alguma coisa sobre o show para que você possa formar sua própria opinião.

Espero que você já tenha aprendido a usar o metrô de Paris e espero muito que não seja daltônico, pois os itinerários são traçados por linhas coloridas. Dito isso, preciso indicar um passeio de que gostei muito. De antemão já aviso: deixe um dia separado só para este passeio.

O Palácio de Versalhes fica no subúrbio de Paris, a mais ou menos 40 minutos do centro, se você for de trem. Nossa primeira tentativa de ir não deu muito certo: pegamos o trem para o lado errado e quando chegamos ao palácio faltavam apenas 30 minutos para fechar. Como ele é muito grande, precisaríamos ao menos de 2 horas para fazer um bom passeio.

Falei 2 horas apenas para a parte interna. Isso porque nem eu, nem minha esposa entendemos de arte, então apreciamos a beleza de uma forma mais superficial e, com isso, gastamos menos tempo nas vistas. No entanto, a parte externa no palácio também é maravilhosa.

Falando da parte externa, quero mesmo me referir ao jardim. Deixarei uma foto dele, mas como já disse, né, celular ruim. Recomendo muito tentar achar videos e fotos dos jardins na internet.

Para esse passeio, sugiro usar um calçado bem confortável. Tanto o palácio quanto o jardim são enormes; precisaria de mais de um dia para conhecer tudo. Eu tive apenas 2 horas, então recomendo ir com mais tempo. É possível conhecer o jardim sem pagar, mas para entrar no palácio tem que comprar ingresso.

É um passeio muito agradável! Sinto que preciso indicar: existe a possibilidade de pagar para usar o barquinho no lago do palácio. Eu não fiz isso porque estava muito frio, então optei por tomar um vinho em um bar próximo.

Saindo do palácio, existem muitas possibilidades para aproveitar a gastronomia local: cafés, pizzarias, restaurantes, churrascarias… Como eu estava de lua-de-mel, comi um prato mais fresco: fui de pato com vinho branco. Os preços dos estabelecimentos ao redor do palácio, por se tratar de subúrbio, são bem mais baixos do que o centro de Paris. Vale muito a pena conferir!

Pensa num bairro pra todos os gostos: Montmartre. Guarda esse nome no coração se você pensa em conhecer Paris algum dia. É um bairro boêmio; penso que o único lugar de Paris em que você vai encontrar alguns morros ou, como falamos em Minas Gerais, ladeiras.

Quando falei acima que era um bairro pra todos os gostos, não exagerei. Vou enumerar algumas das atrações que você vai encontrar por lá:
1.Moulin Rouge
2.Praça des Abbesses
3.Le Mur Des Je T’aime
4.Place Tertre
5.Sacré-Coeur
6.Musée de Montmartre

Não acho necessário explicar todas essas atrações. Se ficou curioso, é só perguntar ao nosso amigo Google.

Mas para resumir a diversidade deste bairro, poderíamos compará-lo ao jogo Amarelinha, onde ao final da escadaria se encontra a maravilhosa basílica de Sacré-Coeur, que em nosso exemplo seria o céu, ou descendo a escadaria chegaríamos ao atraente Moulin Rouge, que nosso exemplo seria o inferno.

Olha, foi a melhor Amarelinha que já joguei. Mas indo direto ao assunto, se o seu interesse for chegar ao céu, fique tranquilo, existe um bonde para te ajudar a vencer a escadaria da Sacré-Coeur. Outra noticia boa: a entrada à basílica é gratuita e muitos dirão que se trata da igreja mais bonita de Paris.

Não sou dessa opinião, continuo gostando mais da Notre Dame, mas super recomendo conhecer a Sacré- Creur. Muito bonita tanto por fora quanto por dentro, quando a conheci já era noite. Se você for durante do dia, ela tem a melhor vista da cidade de Paris. Muitas pessoas ficam aos pés da basílica tirando fotos da cidade, vale muito a pena conferir.

Caso apareça por lá à noite, como eu fiz, deixei uma foto da basílica com a lua ao fundo para tentar te convencer de que a noite também é muito bela naquelas bandas. Após terminar seu passeio pela basílica, bater suas magníficas fotos e comprar suas moedas de souvenirs, não deixe de curtir a gastronomia local. As feiras e lojinhas dos arredores são muito charmosas e o ambiente é super acolhedor!
 

Aqui achei melhor fazer um 3 em 1: contar um pouco do meu passeio pela avenida mais famosa do mundo, a Champs Èlysée e falar também sobre o Arco do Triunfo e a deliciosa feirinha de natal. Não daria para separar esse passeio, até porque o Arco do Triunfo está localizado na avenida Champs Élysée, bem como a feirinha.


Apesar de essas três atrações terem o mesmo endereço, por assim dizer, tentarei deixar claro que são atrações bem distintas que podem agradar diferentes tipos de pessoas. Por exemplo, aquelas que gostam de fazer compras; as que gostam de experimentar a gastronomia local; as que preferem os passeios intelectuais e até mesmo aquelas pessoas que gostam de passeios nos quais você não gasta nada ou muito pouco dinheiro (vulgo, eu mesmo).

O Arco do Triunfo é um monumento muito grandioso e bonito, que vale a pena admirar por fora e por dentro. Eu tive a oportunidade de passar na frente dele algumas vezes durante os dias em que fiquei em Paris, contudo entrei apenas uma vez. Se está se perguntando porque eu entrei apenas uma vez, é simples: é uma atração que precisa comprar ingresso para entrar.

Lembre-se, estamos em Paris, cidade extremamente turística. Então, com exceção de algumas igrejas, quase todos os lugares cobram um valor para entrar. Mas fique tranquilo, é um valor baixo (pelo menos no Arco).

Dentro do Arco você vai encontrar uma escadaria gigantesca e super estreita para subir até o topo. Quando fui, em 2015, foi-nos falado que o elevador estava estragado. Mas já viu, né? Mineiros em Paris, eu e minha esposa subimos felizes todos aqueles degraus e sim, valeu muito a pena.

Preciso compartilhar um situação engraçada pela qual passamos. Talvez você consiga perceber, pelas fotos que deixei neste post, que em frente ao Arco o trânsito de veículos é muito intenso e a avenida é muito larga. Dito isso, eu e minha esposa ficamos alguns minutos tentando elaborar um plano para atravessar a avenida o mais rápido possível , mas percebemos que não conseguiríamos sem sermos atropelados.

Então o que fizemos foi ficar observando como as pessoas iriam fazer pra atravessar aquela avenida enorme, com todos aqueles veículos, sem faixa para pedestre. Foi quando percebemos o quanto estávamos sendo idiotas, ou, como se diz em Minas, roceiros. Logo ao nosso lado, havia um túnel subterrâneo que levava até o Arco. Um fluxo enorme de pessoas entrando pelo túnel e apenas nós dois parados olhando a rua, pensando se valia a pena arriscar a vida. Nós até vimos o túnel, mas, por algum motivo, não entramos. Acho que imaginamos que era mais uma entrada de metrô.

Pronto, agora sim, conseguimos chegar do outro lado vivos. Compramos os ingressos e subimos por toda aquela escadaria. A parte de dentro do Arco, por se tratar de um monumento relativo às vitórias napoleônicas, tem muitas referências a esse respeito, vale algumas fotos. E claro, sempre têm suvenires para você se lembrar da visita, inclusive tem umas moedas lindas com referências ao Arco.

Como o Arco fica no topo da avenida Champs Elysée , a vista que ele proporciona é maravilhosa! Você consegue ver toda a avenida até a roda gigante da Place de la Concorde, e o principal: a Torre Eiffel. Aconselho a ir à noite, pois a iluminação é espetacular! Como fui no Natal, a iluminação da Torre e da avenida, com todas aquelas barraquinhas, ficou magnifica! No alto do Arco existem alguns binóculos nos quais você pode colocar uma moeda para ter uma vista ainda melhor. Nesse caso, eles funcionam melhor durante o dia. Caso você vá no inverno, lembrem-se do agasalho, pois venta muito e faz muito frio lá em cima.

Champs Èlysée

Aqui o passeio é para aqueles que gostam de fazer compras e que estão com o bolso preparado. A avenida é linda, mas, fora da época de Natal, é direcionada para um publico muito especifico. Na sua maioria, as lojas que margeiam a avenida são de grandes grifes, como Louis Vitton, MOntblanc, Lacoste, Mac, Sephora, entre outras. De modo geral, a avenida é para pessoas que possuem gostos caros e requintados.

Por lá também você vai encontrar algumas pessoas que alugam carros para os turistas darem uma volta no quarteirão ou apenas tirarem uma foto. Claro que não são carros comuns, e sim Ferraris, Porchers, Lamborghinis, Maseratis, e por aí vai. Como não sou fã de carros, não perdi muito tempo com isso.

Feirinha Natal

Como não sou da turma dos turistas requintados e tive a sorte a sorte de ir a Paris no período natalino, aproveitei que, nessa época, a avenida Champs Elysée é tomada por uma charmosa feirinha de natal, que tem de tudo um pouco: desde gastronomia a vestuário, brinquedos, pista de patinação e até um pequeno parque para as crianças (para aqueles que gostam do trenzinho fantasma, há um com a temática Papai Noel zumbi que é simplesmente o máximo!).

Como não sou de compras, como já havia relatado, me acabei na feirinha, especialmente na culinária local. Linguiça, churros com Nutella, waffles com framboesa e Nutella, vinho quente, castanhas quentes, frutos do mar e muitas opções de chocolate quente.

Não se assustem, não comi isso tudo de uma vez. Gostei tanto da feira, que eu e minha esposa fomos lá três vezes. Posso dizer que foi um dos lugares que mais gostei em Paris.

Pegando o embalo da feirinha de Natal, bora lá falar de comida em Paris! Variedade, nível de gostosuras, quantidades e preços.

Não sou um critico de comida, apenas vou falar aqui de minhas impressões e usando como base meu gosto pessoal.

Para não pensarem que fui em Paris e me esqueci de comer Escargot, já adianto: até me encontrei com a criatura por lá, mas me faltou coragem para comer essa iguaria. Por outro lado, comi mexilhão e gostei bastante.

Quando disse que comi mexilhão e gostei bastante, não estava exagerando. Experimentei o mexilhão em um restaurante montado na Champs Èlysée, anexo à feirinha de Natal. A decoração estava tão bonita, que eu e minha esposa decidimos entrar. Claro, escolhemos a comida pelo preço e pela foto. A ideia era comer saudável. Para nosso susto, chegou uma panela, repito, uma panela, lotada de mexilhão, que, no caso, era para ser uma refeição para uma família grande, Fazer o quê, turista passa muito por isso: ou pede pouco, ou muito. Mais abaixo vou falar a respeito das quantidades de comida em Paris.

Apesar de não ter tido coragem pra comer o escargot, comemos alguns outros pratos típicos da França. O primeiro foi o Ratatuille, que mesmo sem a presença daquele ratinho simpático, estava surpreendentemente gostoso. Falo isso porque não sou um grande fã de legumes; ainda assim, super recomendo esse prato. Além de satisfazer a pança, também satisfaz o bolso e é muito fácil de encontrar na maioria dos restaurantes.

Outro prato que gostei muito, nem sei se posso considerar um prato ou um lanche, foi o Croque- Monsieur. Esse lanche lembra muito nosso misto quente, mas um misto quente turbinado: bem mais cremoso e gostoso.

Agora a parte que mais gosto da comida: a sobremesa. Nisso, com certeza, os franceses são melhores que nós. Nossa, gostei de quase todos os doces que comi por lá, a começar pelo Churros, que são um pouco diferentes dos que encontramos aqui no Brasil. Lá eles são chamados de XIXI. Isso mesmo, pode causar algumas confusões engraçadas se você estiver pensando em ir ao banheiro. Os churros de lá são menores, mais magrinhos, sem recheio, porém super crocantes e acompanham uma boa quantidade de Nutella para você mergulhar eles…. desculpa, babei aqui.

Waffes: pensa numa sobremesa enorme. São bem maiores que os americanos e vêm lotados; tipo, todos os buraquinhos são generosamente tampados com Nutella. E não para por aí: tem também morangos, framboesa, mirtilos, calda quente de chocolate, e por aí vai…

Outra gordice típica de Paris é o Macaron. Desse eu não gostei muito; minha esposa, por outro lado, amou. Tem de varias cores e sabores. É quase impossível não se deparar com eles em cada esquina. Ao contrário das outras sobremesas, o preço é um pouco salgado, mas nada que te impeça de experimentar. Serve também como uma boa lembrança de Paris aos amigos.

Eu teria que fazer um blog só de comidas para falar a respeito de tudo que comi por lá esses dias, mas vou parar por aqui. Quero apenas concluir com uma dica: os franceses tem fama de comer pouco, se comparados aos brasileiros. Talvez tenha alguma verdade aí, contudo, percebi que existe uma diferença absurda em relação a preços e quantidades de comida. Não importa se você vai comer um lanche ou uma refeição completa, a quantidade de comida que vem no prato vai depender da região em que você estiver. Por exemplo, no centro de Paris, você vai gastar um bom valor e comer uma quantidade mediana de comida ou pouquíssimo (entretanto, o couvert em Paris é gratuito e acompanha um bom pão, quase sempre feito na hora, além de manteiga e água). Agora, se estiver disposto a caminhar um pouco mais e fazer suas refeiçoes nas regiões mais periféricas de Paris, você vai pagar menos da metade do valor e as refeições virão em quantidades tão grandes que você vai se assustar, sem nenhum exagero, e não estou falando de restaurantes ruins, apenas de locais fora do cento da cidade.

Palais Royal

Poxa, eu precisava falar um pouco desse lugar, afinal, eu passava por ele pelo menos 2 vezes ao dia, uma vez que estávamos hospedados no Grand Hotel du Palais Royal. Não vou me prolongar nesse ponto, tendo em vista ser um hotel super caro. Obviamente ganhamos a hospedagem de presente de lua de mel, mas preciso dizer que o hotel é maravilhoso e com excelente localização. Pertíssimo do Louvre e com atendimento espetacular, super recomendo.

A verdade é que não tenho muito a falar sobre o Palais Royal. Para mim e para a minha esposa foi um caminho diário de ida e volta durante a estadia em Paris. Por ser de uma beleza e de um charme indescritíveis, quase todas vezes tínhamos que parar para tirar fotos ou apenas para admirar. Você vai perceber pelas fotos que fomos tantas vezes que minha esposa já estava se assemelhando às pilastras.

Jardim du Tuileries

Se você é muito fã de jardins e do verde em geral, recomendo ir a Paris na primavera. Eu fui no inverno, mas ainda assim, achei tudo muito bonito. O jardim se tornou muito especial para mim e para a minha esposa, assim como o Palácio Royal, pois ambos faziam parte do nosso trajeto diário. Era irresistível passar por esse jardim sem tentar fazer uma boa foto, ou, ao menos, sentar em umas das cadeirinhas que ficam à beira do lago e ver os patos nadarem de forma tão majestosa que pareciam que estavam sendo empurrados pelo vento.

O parque é sempre muito movimentado, frequentado por seres humanos, corvos, patos e diversos pássaros. Uau, corvos! Quase deixei minha esposa louca de tantas fotos que tirei de corvos. Nunca tinha visto pessoalmente, fiquei igual criança quando encontra pombos no parque. Acho que tirei mais de 30 fotos de corvos, isso sem falar dos vídeos.

Passando pelo jardim de Tuilerie, além da vista maravilhosa, você vai conseguir tirar fotos tipo cartões postais, pois de dentro do jardim é possível ver a roda gigante e a Torre Eiffel ao mesmo tempo. Também recomendo muito conhecer o Museu Orangerie. Por ser pequeno, não vai ocupar muito tempo do seu dia.

Por último, mas não menos importante, os museus de Paris. São muitos museus, mas como fiquei apenas 5 dias, pude ir em alguns poucos, tais como Louvre, D’Orsay, Orangerie e Invalides. Também tive a oportunidade de conhecer o Museu de História Natural, que recomendo muito para quem curte esse tipo de atração, mas que é bem diferente dos demais; por esse motivo, não falarei dele aqui.

Não sei se o mais importante , mas com certeza o mais famoso museu de Paris e, talvez, do mundo é o Museu do Louvre. Amigos, pensem num lugar gigante. O museu é tão grande que a recomendação do próprio local para que você consiga ver todas as obras é de no minimo 2 dias, isso porque o museu fica aberto das 09hs às 18hs .

Por razão de falta de tempo, tive que maratonar o Louvre como faço com uma série da Netflix: conheci tudo o que era possível dentro de 5 horas; não parei nem para ir ao banheiro.

Já adianto que considerando sua beleza e grandiosidade, o Museu do Louvre é, com certeza, o passeio de melhor custo benefício de Paris. Na época em que eu fui, o valor do ticket era de apenas 15 euros, que te dava direito a conhecer tudo que você quiser e conseguir do Louvre naquele dia. Obviamente que, para fazer isso, em algum momento você vai precisar parar para almoçar, ou, ao menos, para lanchar. Antes que pergunte, sim, o valor dos alimentos dentro do Louvre é muito caro. Contudo, o ticket tem validade para o dia, então você pode sair e comer do lado de fora, desde que retorne dentro do horário de funcionamento.

As filas para entrar no Louvre são gigantes, mas, em razão da organização do museu, acabam sendo são super rápidas. De qualquer forma, recomendo comprar o ingresso antecipadamente. Fique atento, existem outras entradas além da principal. Com o ingresso na mão, comprado antecipadamente, é fácil fugir da fila.

Um pequeno parêntese: essa dica serve tanto para as pessoas que já conhecem o Louvre como para aqueles que ainda não o conhecem. Vocês precisam ler esse mangá maravilho, Os Guardiões do Louvre. Mesmo quem não tem o costume de ler, pode se encantar com a perfeição das imagens desse mangá. Quem já esteve no Louvre vai ficar impressionado! Quem ainda não esteve, vai se sentir teletransportado para lá. Para a sua experiência ficar ainda mais legal, compare as obras do Louvre com as ilustrações do mangá: você ficará impressionado com a semelhança! Caso fique interessado em conhecer essa obra, clique no link a seguir e adquira esse mangá:https://amzn.to/2OogsZA

Mais dicas importantes:

1) deixe o passeio do Louvre para os dias chuvosos ou muito quentes, por ser um local coberto e bem arejado.

2) logo na entrada vão te entregar um mapa: não deixe de pegá-lo! Sem esse mapa é quase impossível encontrar as coisas no Louvre. Esse mapa existe em vários idiomas, inclusive o português.

3) caso seu passeio no Louvre seja corrido como foi o meu, antes de começar a andar a esmo, escolha no mapa e, se preciso, pesquise no Google as áreas de seu maior interesse por lá. Faça essas primeiro e, se sobrar tempo, pode passear à vontade.

4) É verdade tudo que falam sobre a Monalisa de Leonardo da Vince ou, como os franceses gostam de chamar, La Gioconda: de qualquer lado ou posição que você olhar vai ter a impressão de que ela está te olhando de volta. Não, ele não é um quadro pequeno, mas por estar no meio de outras obras muito grandes, vai parecer ser minúsculo. Recomendo não sair do Louvre sem ver esse quadro e conferir, mudando de posição, se La Gioconda te olha de volta também.

Não sou um grande entendedor de museus, nem um pequeno; aliás, não entendo nada, e olha que já fui em muitos museus dentro e fora do Brasil, mas gosto de admirar as obras de arte apenas com um olhar leigo e com esse mesmo olhar, acho o Museu D’Orsay o mais bonito que já tive oportunidade de visitar.

Se você é desses que gostam de tirar fotos, precisa conhecer esse museu. Ele é maravilho por dentro e por fora, de longe e de perto, além de possuir um acerto enorme de importantes obras, entre elas, o Auto-Retrato de Van Gogh.

Van Gogh é o pintor doidão que tirou uma napa da própria orelha. Ele era representado no desenho das Tartarugas Ninja pelo Mestre Splinter. Tá aí uma coisa legal para quem não entende de arte e de museus. Eu fingia olhar com muita atenção, como um entendedor de artes, mas estava apenas tentando achar os nomes de todos os personagens do desenho que adoro. Recomendo essa brincadeira a todos. Não pense que vou facilitar, você vai ter que procurar como eu fiz pra achar os grandes Donato di Niccoló, vulgo Donatello (era um magnífico escultor, quando estava fora dos esgotos); Michelangelo di Lodovigo Buonarroti Simoni, vulgo Michelangelo (quando não estava pintando, com certeza estava devorando uma pizza); Rafael Sanzio, ou apenas Rafael (quando não estava pintando, adorava colocar uma bandana vermelha e sair por aí metendo a porrada; pensa numa pessoa mau humorada) e Leonardo da Vinci, ou apenas Leonardo (por dominar a arte dos anteriores, se achava o chefe e adorava a cor azul).

Infelizmente as fotos acima não são capazes de expressar a beleza do lugar, contudo, vale muito a pena andar por todo o museu. Ele é bem menor que o Louvre, em um dia você consegue ver tudo com tranquilidade. Recomendo ver a vista do relógio e tentar tirar algumas fotos. Digo tentar porque é a parte mais cheia do museu. Você vai, inclusive, encontrar por lá alguns puffs super confortáveis pra relaxar um pouco, enquanto espera uma brecha para tirar uma foto super legal no relógio.

Museu Orangerie, um lugar muito charmoso que faz parte do complexo do Jardim de Tuileries. Por ser um museu pequeno, é uma ótima indicação para quem quer conhecer um museu de Paris e tem pouco tempo. Em um único passeio você conseguirá ver a Torre Eiffel ao fundo, a roda gigante, o maravilhoso jardim e, como cereja do bolo, esse maravilhoso museu.

Museu Des Ivalides

Não foi por um acaso que deixei esse por último. Foi como aquele pedacinho de carne que deixamos para saborear no final. Esse, de longe, é o museu que mais gostei de conhecer na vida!

Antes de falar propriamente sobre o museu, preciso falar que, antes de irmos para Paris, muitas pessoas, mas muitas mesmo, tentaram convencer a mim e a minha esposa de que os franceses são mal educados, não tomam banho e fedem muito, a cidade é suja, etc. Apesar de desconfiarmos que isso tudo era mentira ou, no mínimo, um exagero, agora podemos dizer com certeza: é tudo mentira.

Todos os lugares e pessoas pelas quais passamos nos trataram super bem, com muita cordialidade e alguns, até mesmo, com muito acolhimento. A sujeira na cidade não é diferente de nenhuma cidade grande. Penso que as pessoas que dizem essas coisas ou tiverem um experiência ruim, ou nunca foram em Paris, só ouviram falar e gostam de jogar merda no ventilador.

Quanto ao cheiro, isso é lenda, surgida a partir de um desenho da Disney no qual um personagem francês era interpretado por um gambá, coisas relacionadas à guerra nas quais não vou me prolongar.

Minha experiência boa de conhecer o Museu dos Inválidos já começou antes mesmo de entrar, por isso o parêntese sobre a cordialidade dos franceses. Ainda a caminho do museu, encontramos um francês estudante de história que fez questão de nos acompanhar até o museu que, além de ter nos dado uma aula sobre o museu, indicou os melhores ambientes para se conhecer. Mais uma prova de que não se pode generalizar: era um francês e foi super gentil e super acolhedor conosco.

Assim como o Louvre, o Museu dos Inválidos é muito grande , se seu tempo é curto, é bom você saber exatamente o que quer ver. Como um amante de história de guerras, fui direto para essa parte. Ver os uniformes das tropas napoleônicas que aparecem nos filmes, nossa! Ao vivo é muito mais legal!

Vendo os uniformes, o material do qual eram feitos, já se podia imaginar em que clima os soldados lutavam: eram roupas extremamente adaptadas para o frio. Muitas espadas maravilhosas que ainda guardavam seu brilho e, com certeza, se você passar um luminol, também muito sangue e suor.

Depois de ver muitos quadros de guerra, uniformes, armas e de tirar fotos até doer a ponta do dedo, fui para a ala medieval. Nunca imaginei que conseguiria ficar ainda mais admirado! Tenho que confessar, algumas coisas que vi por me fizeram suar pelos olhos.

Não sei você aí do outro lado, mas eu sempre fui um grande fã de literatura, filmes, quadrinhos e até música, com a temática medieval. Quando vi aquela quantidade interminável de armaduras, espadas, coroas (muitas ainda guardavam um brilho tão intenso que era possível se ver no seu reflexo), fiquei perplexo! Como eu disse, não eram poucas. Nossa! Tinha de todos os tipos e tamanhos: armaduras para gordos, magros, anões, crianças e também para cavalos; espadas gigantescas e outras tão pequenas que só poderiam ser usadas por crianças; cruzes com espadas dentro; espadas com joias; etc. É difícil explicar, mas posso dizer que minhas leituras ficaram muito mais interessantes depois de todas aquelas imagens.

Claro que fiquei muito mais crítico com os filmes de Hollywood. Se eu pudesse retornar a Paris e tivesse tempo para visitar apenas um museu, com certeza eu iria novamente ao Invalides.

Para finalizar o passeio, conhecemos a capela construída em homenagem a Napoleão. Essa capela é bem maior que muita catedral. Além de enorme, é maravilhosa. É verdade que todo cara pequeno se acha mesmo, e tenta compensar a baixa estatura com a grandiosidade em outras coisas.

Por fim, tentamos localizar o caixão do Napoleão, por se tratar de uma visita importante, no sentido histórico. Eu e minha esposa demoramos muito pra achar o tal caixão. A verdade é que já tínhamos achado o danado, porém era tão grande, para não dizer colossal, que não pensamos que aquela obra enorme podia ser um caixão, ainda mais de alguém tão pequeno. Recomendo aos curiosos olhar a imagem do caixão na internet. De qualquer forma, deixei uma foto aí para matar a curiosidade. Concluindo a visita, a loja de souvenirs desse museu é simplesmente magnífica!

Agradeço a todos que ficaram até aqui. Pode parecer que o texto ficou grande, mas juro que foi apenas um resumo. Paris é tão incrível que não dá para descrever em poucas linhas.

Gostaria de saber como viajar com pouco dinheiro? é fácil clique no link a seguir: https://hotm.art/Tphcg9W

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: